Pensamentos
de um Lunático que julgava ser Sábio
Não
sei e nunca soube como começar textos, poemas, sonetos ou resenhas,
e muito menos como conversar com garotas, é algo que não faz a
menor diferença no enredo, ou faz, só vou saber no final. Viu, o
inicio não importa, o que realmente faz diferença pra nós, é como
vamos acabar, terminar, ou encerrar, a vida. Mas será que isso
realmente importa?
Vejo
adolescentes preocupados com o futuro da natureza, mas não conseguem
analisar sua própria natureza, se dissertar. A minha mente trabalha
tão rápido que não consigo processar todos os pensamentos, sabem
como é certo?
Desperdiçamos
nosso talento, com futilidades, com vícios, criamos problemas e
crises existenciais que não existem, o placebo de nossa mente, nos
torna catatônicos no campo da criatividade. Minha mente, agora
vazia, trabalha infernalmente pra criar os tais problemas
existenciais, que me mantem em cativeiro, trancafiado a minha própria
consciência. Mediante citações, que na minha opinião não guiam
ninguém, as pessoas continuam se iludindo que existe um mundo
melhor, que alguma pessoa está esperando por ti ansiosamente, que tu
vais ter o emprego dos sonhos, que quem acredita sempre alcança e
por aí vai. Me poupe! Nem todo mundo alcança suas aspirações, nem
todo rei é feliz, assim como nem sempre seguimos o destino que
devíamos, é tudo só questão de realismo distorcido, somos
protegidos desde o nascimento por uma cadeia de mentiras, um casulo
de protecionismo, que nos leva ao regresso mental, a demência da
acomodação, e isso vem se tornando cultural. Desde grades em nossas
casas, até ladrões que acreditam na putrefação da sociedade(odeio
usar essa palavra).
O
que me leva a crer em tudo isso, é simplesmente, a analise fria e
taxativa do meu convívio. Como disse, minha mente vazia, me levou a
observar todos os acontecimentos que me cercam, e beirando a loucura,
num ataque de solidão creio eu, sem exagerar, vi que precisava mudar
minha existência pra continuar ''lúcido''. Alternar entre solidão
e companhia me pareceu uma alternativa viável, já que nem sempre tu
podes contar com todos. Isso é até uma questão egoísta pensando
bem. Recorri a família em minha crise, e percebi, realmente: A
família nunca falha. Mas isso não é auto-ajuda. Perdi o foco.
Guilherme
Pollaco
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