sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


Pensamentos de um Lunático que julgava ser Sábio



Não sei e nunca soube como começar textos, poemas, sonetos ou resenhas, e muito menos como conversar com garotas, é algo que não faz a menor diferença no enredo, ou faz, só vou saber no final. Viu, o inicio não importa, o que realmente faz diferença pra nós, é como vamos acabar, terminar, ou encerrar, a vida. Mas será que isso realmente importa?
Vejo adolescentes preocupados com o futuro da natureza, mas não conseguem analisar sua própria natureza, se dissertar. A minha mente trabalha tão rápido que não consigo processar todos os pensamentos, sabem como é certo?



Desperdiçamos nosso talento, com futilidades, com vícios, criamos problemas e crises existenciais que não existem, o placebo de nossa mente, nos torna catatônicos no campo da criatividade. Minha mente, agora vazia, trabalha infernalmente pra criar os tais problemas existenciais, que me mantem em cativeiro, trancafiado a minha própria consciência. Mediante citações, que na minha opinião não guiam ninguém, as pessoas continuam se iludindo que existe um mundo melhor, que alguma pessoa está esperando por ti ansiosamente, que tu vais ter o emprego dos sonhos, que quem acredita sempre alcança e por aí vai. Me poupe! Nem todo mundo alcança suas aspirações, nem todo rei é feliz, assim como nem sempre seguimos o destino que devíamos, é tudo só questão de realismo distorcido, somos protegidos desde o nascimento por uma cadeia de mentiras, um casulo de protecionismo, que nos leva ao regresso mental, a demência da acomodação, e isso vem se tornando cultural. Desde grades em nossas casas, até ladrões que acreditam na putrefação da sociedade(odeio usar essa palavra).


O que me leva a crer em tudo isso, é simplesmente, a analise fria e taxativa do meu convívio. Como disse, minha mente vazia, me levou a observar todos os acontecimentos que me cercam, e beirando a loucura, num ataque de solidão creio eu, sem exagerar, vi que precisava mudar minha existência pra continuar ''lúcido''. Alternar entre solidão e companhia me pareceu uma alternativa viável, já que nem sempre tu podes contar com todos. Isso é até uma questão egoísta pensando bem. Recorri a família em minha crise, e percebi, realmente: A família nunca falha. Mas isso não é auto-ajuda. Perdi o foco.


Guilherme Pollaco 

Nenhum comentário:

Postar um comentário