sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Encarnado

Sinto-me aqui, sem porque, cercado de poesia
Embriagado em tuas lágrimas, sem sonhos, imagens ou versos
As palavras saem naturalmente, sem roteiro, ou enredo
Paixão, fé, medo...

Tu bem que poderia me confortar
Dizer porque estou, e quando devo estar
Mas não, as respostas simplesmente preferem não sair
Só me diga, porque não sair? 

Seu olhar já não me diz nada, assim você
Não vou te inventar, viva como tu és. 
Simplesmente, me mostre aquela mulher
Não me deixe aqui, largado, ou encarnado, em ti. 












Guilherme Pollaco

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pra ti

Pra ti escrevo, e quero tentar
Quero te ver sorrir, chorar, falar e gritar
Não vou mais, querer, saber ou dizer
Meu amor, sinta-se a vontade para escrever

Tenho papel e caneta pra você
E você sabe, que pra ti, tenho muito mais
Sim, talvez eu realmente seja essa contradição 
Mas, prometo-lhe, que esses versos vem com muita convicção

Essas rimas, são simples, mas são pra você
O sorriso quer voltar pra tua cara, e eu quero traze-lo
Não, não, parei com o clichê de esquecer
Pra ti, vou com calma, sem desespero

Porque tudo isso, meu amor, já tivemos demais
Chega de esquecer, entristecer, e descrever !
Agora quero alegrar, animar, simplesmente ouvir o que tens pra me falar
E mesmo que não houver nada pra me contar, quero aparecer e te ver cantar

Ah, estar do teu lado, pra sempre, enquanto tu quiseres
Até que a morte nos separe, ou a vida nos deixe juntos
Não se resume a humilhação, ou compaixão
Se ramifica em sentimentos, e descrição 

Não quero nem pra ti isso falar, quero te deixar notar
Não quero lhe desejar nada, pois quero estar aqui pra realizar
Escrevo como desabafo sim, mas espero o sorriso sincero assim
E se for chorar, conte com meu peito, para te afagar 

Enfim amor, diga-me
O que queres tu de mim?
Um garoto, um menino, uma criança
Que está sempre aqui pra ti...




Guilherme Pollaco 






domingo, 2 de janeiro de 2011

Passou

Mostrou-me do que é feita, alegre e convidativa
Um olhar, uma idéia, tão intuitiva 
E meus versos ficam pequenos, na intensidade do teu olhar
Agora, meu coração lhe serve, e só quero te amar.

Respiro-te a alma, e absorvo tua essência, tão nobre
E eu, entrego-me, sentindo que sem ti era tão pobre
Rimando, danço a te entender, e digo-lhe amor, não vou lhe esquecer
Nem demorastes a chegar, e meu coração já vem alegrar

Não sei o que fiz para te merecer, mas todo o amor vou dar a você
E palavras, gestos e rosas não lhe bastam amor, 
Me rendo a tua alegria, esquecendo-me da dor
Ainda bem que viestes, e não me deixastes para morrer.

Querida, o que queres mais de mim?
Faço-me em mil para agradar a ti
E sorrio a tua presença
Agradeço a Deus, esse espírito de renascença. 



Guilherme Pollaco