segunda-feira, 5 de setembro de 2011

'' - Não é que eu goste de sofrer, simplesmente gosto de amar'' 


Guilherme Pollaco 

Sem

A perspectiva falha a memória, não mais:glória
Não tenho mais, me sinto sem... 
Você, assim, tão longe.
Fim: da história?

Roendo as unhas de agonia, por nada conseguir fazer
Sentindo a loucura, que perpassa a sanidade, com facilidade
Folheando e passando, por livros e xícaras
As cinzas do clichê, passam a ser démodé.


Não quero saber do futuro, porque tu não existe
E agora? Apertos de mãos, e palmas
Fim do 1° ato, trocamos a máscara
Não é pra 2ª pessoa do singular.

A sopa, celeuma, ou seja lá o que for isso;
As massas não sabem o que querem 
No final, somos um só panorama, visto por pombos e gaivotas
No final, escambo se chama troca. 

Com a noção, desregulada, poesia fraca, desenfreada
Inspiração, um ato de consumação
No qual a rima ilude bravamente os leitores incautos 
Acabando com maços e com laços, aqui vou eu, o desajustado, ateu. 

Peregrinando, tentando encontrar, um lugar pra se salvar
Quebrando corações e versos simplistas demais pra você
E que mesmo assim, não consegue entender
Parabéns, você acaba de me derrubar. 

Só de escrever assim, me sinto bem, menos impuro
Deveria ter jurado menos, eu juro
Só rimando pra preencher, assim como o vazio de meu ser
Cheio de buracos e marcas de amores clichês.

Altruísta por essência, hipócrita por necessidade
Capitalista por definição, anarquista por vontade
Ambientalista por força maior, sedado por patologia
Diagnosticado por esquizofrenia, consumista por epidemia.

Sou eu, ou nós, ou vós
Venha ao nosso reino, senhor, ou seu algoz
Sem motivo, sem paradoxo, causa ou efeito, proporção ou medida
Sem...

Guilherme Pollaco 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Encarnado

Sinto-me aqui, sem porque, cercado de poesia
Embriagado em tuas lágrimas, sem sonhos, imagens ou versos
As palavras saem naturalmente, sem roteiro, ou enredo
Paixão, fé, medo...

Tu bem que poderia me confortar
Dizer porque estou, e quando devo estar
Mas não, as respostas simplesmente preferem não sair
Só me diga, porque não sair? 

Seu olhar já não me diz nada, assim você
Não vou te inventar, viva como tu és. 
Simplesmente, me mostre aquela mulher
Não me deixe aqui, largado, ou encarnado, em ti. 












Guilherme Pollaco

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pra ti

Pra ti escrevo, e quero tentar
Quero te ver sorrir, chorar, falar e gritar
Não vou mais, querer, saber ou dizer
Meu amor, sinta-se a vontade para escrever

Tenho papel e caneta pra você
E você sabe, que pra ti, tenho muito mais
Sim, talvez eu realmente seja essa contradição 
Mas, prometo-lhe, que esses versos vem com muita convicção

Essas rimas, são simples, mas são pra você
O sorriso quer voltar pra tua cara, e eu quero traze-lo
Não, não, parei com o clichê de esquecer
Pra ti, vou com calma, sem desespero

Porque tudo isso, meu amor, já tivemos demais
Chega de esquecer, entristecer, e descrever !
Agora quero alegrar, animar, simplesmente ouvir o que tens pra me falar
E mesmo que não houver nada pra me contar, quero aparecer e te ver cantar

Ah, estar do teu lado, pra sempre, enquanto tu quiseres
Até que a morte nos separe, ou a vida nos deixe juntos
Não se resume a humilhação, ou compaixão
Se ramifica em sentimentos, e descrição 

Não quero nem pra ti isso falar, quero te deixar notar
Não quero lhe desejar nada, pois quero estar aqui pra realizar
Escrevo como desabafo sim, mas espero o sorriso sincero assim
E se for chorar, conte com meu peito, para te afagar 

Enfim amor, diga-me
O que queres tu de mim?
Um garoto, um menino, uma criança
Que está sempre aqui pra ti...




Guilherme Pollaco 






domingo, 2 de janeiro de 2011

Passou

Mostrou-me do que é feita, alegre e convidativa
Um olhar, uma idéia, tão intuitiva 
E meus versos ficam pequenos, na intensidade do teu olhar
Agora, meu coração lhe serve, e só quero te amar.

Respiro-te a alma, e absorvo tua essência, tão nobre
E eu, entrego-me, sentindo que sem ti era tão pobre
Rimando, danço a te entender, e digo-lhe amor, não vou lhe esquecer
Nem demorastes a chegar, e meu coração já vem alegrar

Não sei o que fiz para te merecer, mas todo o amor vou dar a você
E palavras, gestos e rosas não lhe bastam amor, 
Me rendo a tua alegria, esquecendo-me da dor
Ainda bem que viestes, e não me deixastes para morrer.

Querida, o que queres mais de mim?
Faço-me em mil para agradar a ti
E sorrio a tua presença
Agradeço a Deus, esse espírito de renascença. 



Guilherme Pollaco