segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem

A perspectiva falha a memória, não mais:glória
Não tenho mais, me sinto sem... 
Você, assim, tão longe.
Fim: da história?

Roendo as unhas de agonia, por nada conseguir fazer
Sentindo a loucura, que perpassa a sanidade, com facilidade
Folheando e passando, por livros e xícaras
As cinzas do clichê, passam a ser démodé.


Não quero saber do futuro, porque tu não existe
E agora? Apertos de mãos, e palmas
Fim do 1° ato, trocamos a máscara
Não é pra 2ª pessoa do singular.

A sopa, celeuma, ou seja lá o que for isso;
As massas não sabem o que querem 
No final, somos um só panorama, visto por pombos e gaivotas
No final, escambo se chama troca. 

Com a noção, desregulada, poesia fraca, desenfreada
Inspiração, um ato de consumação
No qual a rima ilude bravamente os leitores incautos 
Acabando com maços e com laços, aqui vou eu, o desajustado, ateu. 

Peregrinando, tentando encontrar, um lugar pra se salvar
Quebrando corações e versos simplistas demais pra você
E que mesmo assim, não consegue entender
Parabéns, você acaba de me derrubar. 

Só de escrever assim, me sinto bem, menos impuro
Deveria ter jurado menos, eu juro
Só rimando pra preencher, assim como o vazio de meu ser
Cheio de buracos e marcas de amores clichês.

Altruísta por essência, hipócrita por necessidade
Capitalista por definição, anarquista por vontade
Ambientalista por força maior, sedado por patologia
Diagnosticado por esquizofrenia, consumista por epidemia.

Sou eu, ou nós, ou vós
Venha ao nosso reino, senhor, ou seu algoz
Sem motivo, sem paradoxo, causa ou efeito, proporção ou medida
Sem...

Guilherme Pollaco 

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