quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As Voltas de Agosto

Sinto esse frio, vento gelado que vem ao meu encontro
Vento que anuncia minha tristeza, por ti
E assim, desiludido vivo com sua lembrança
E com aquela melodia na cabeça, com esperança

Sei que o calor voltará, e assim você
Por entre as noites, vou vivendo com seu cinismo
Cultuando o teu silêncio, no próximo verão vou te perder
Só me deixe aquele cheiro na sala, que tira o brilho da noite

Teu cheiro, que abafa meu café
E desafina meu violão, assim como o vento
Aquele mesmo vento de Agosto
Que vem, me atirando num poço

E com meu violão desafinado, te canto
E conto essa prosa, em prantos
Lembrando daquele tempo de um mês
Que por acaso, era Agosto, por sua incerteza








Guilherme Pollaco

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